Fala-se de tanta coisa banal e importante, que vale a pena estas reuniões semanais que vão estragar a rotina de umas quantas raparigas no dia seguinte na rotina 9h-18h, (o mínimo exigido pela entidade patronal).
Fala-se de amores e desamores, de amizades, viagens, cidades, decisões, contradições, conversas paralelas, outras partilhadas, de pessoas ausentes, outras presentes. Umas constantes, outras dissonantes, enfim, falamos de quem gostamos e de quem gosta de nós. Conversa útil, esta de falar de quem importa e nada equiparada ao “Sexo e a Cidade” que tantas vezes tentamos converter à nossa realidade. O que falta à serie? Realidade, a nossa. Falta a sensação de realidade, que os dramas se passam verdadeiramente e que depois dos dramas há: o sobreviver aos dramas. É preciso sobreviver aos dramas, tentar lidar com eles e saber encaixá-los ao contexto da vida em que qualquer relação com a ficção é pura realidade. É fácil viver dramas fictícios e tentar adaptá-los ao que nos acontece. Mas a ficção é sempre um guião controlado por um qualquer director e realizador que decide o que quer. Nós não não somos, decididamente, a Carrie Bradshaw, nem a Charlotte York, muito menos a Miranda Hobbes e a Samantha Jones que dão vida à serie americana. Somos portuguesas com muitos mais dramas e tragédias mas que em tudo o que acontece não andamos à procura de um sentido para a vida. Podemo-nos considerar umas privilegiadas por muito cedo encontramos um sentido para a vida. Claro, que esse sentido é lógico para a vida que queremos viver, ao género de Bridget Jones, mais adequada ao que realmente queremos e não ao que é esperado (amanhã arranjava outra personagem qualquer do cinema mais consonante) . Mas a ideia essencial que tirei desta confraternização é que somos humanos. Tão humanos que até dói. Somos tão maravilhosos, por ser humanos. Somos tão inesquecíveis por ser humanos. Sem óscares ou prémios nobel, sem homenagens ou galardões de qualquer espécie. Somos importantes para os que gostam de nós e porque somos o que somos. É tão bom ser imperfeito e ser adorado, é tão bom ser mau e ser perdoado. Enganem-se os que pensam que mais que isto vale, mais que isto.
Fala a “proprietária” do que foi escreito pelas faltas gramaticais cometidas. A dita cuja deixou o cometário assim porque foi escrito, simplesmente, assim…
até o “escreito” vale à dita correcção.
e o “cometáio” também…
cometário…
Ode ao amor…
Sim, é amor!
Mesmo com erros…gosto